Índice — 8 partes
  1. O que uma primeira raquete tem de fazer
  2. Os cinco critérios que contam
  3. Os erros clássicos
  4. Quanto gastar numa primeira raquete
  5. O que propomos aos iniciantes
  6. Quando passar à raquete seguinte
  7. Em resumo
  8. Perguntas frequentes

Resposta curta: os erros clássicos são copiar a raquete de um profissional, escolher algo demasiado rígido (carbono 18K, espuma dura) ou demasiado pesado (375 g ou mais), esquecer o overgrip e o protetor, e comprar sem nunca ter pegado numa raquete. Quanto ao orçamento, a gama média, de 100 € a 200 €, é o patamar mais sensato para um iniciante que joga com regularidade.

Para um iniciante no padel, a raquete certa é tolerante antes de ser potente: formato redondo ou lágrima, 350 a 365 g, equilíbrio baixo ou médio, espuma EVA macia ou média, estrutura em fibra de vidro ou carbono 12K. Esse perfil perdoa as bolas descentradas, poupa o braço e deixa o gesto ganhar forma. O orçamento conta menos do que estes cinco critérios: uma raquete bem adaptada a 90 € vale mais do que uma raquete de competição de 300 € que lhe magoa o cotovelo ao fim de um mês.

O que uma primeira raquete tem de fazer

Os primeiros meses de padel servem um único propósito: repetir golpes simples até se tornarem fiáveis. Vólei, bandeja, saída da parede, globo. Nenhum deles precisa de potência; todos precisam de controlo e de tempo.

A raquete de um iniciante tem, portanto, de tornar possíveis essas repetições. Tem de devolver bem uma bola batida fora do centro, mover-se depressa o suficiente para o jogador chegar a tempo e transmitir pouca vibração, para o braço aguentar a sessão. Tudo o que aumenta a exigência — massa na cabeça, estrutura rígida, espuma dura — tira algo ao iniciante sem lhe dar nada em troca, porque ele ainda não tem a velocidade de braço para o aproveitar.

Os cinco critérios que contam

Critério O que recomendamos para começar Porquê
Formato Redondo ou lágrima Ponto doce amplo e central, bolas descentradas toleradas
Peso 350 a 365 g Estabilidade suficiente, sem fadiga prematura
Equilíbrio Baixo ou médio Raquete manobrável, pulso e cotovelo poupados
Espuma EVA macia ou média Bola “acompanhada”, toque confortável, menos vibrações
Estrutura Fibra de vidro ou carbono 12K Uma estrutura que flete um pouco e perdoa erros de centragem

Cada um merece leitura própria: dedicámos um artigo aos três formatos de raquete e outro ao par peso-equilíbrio. Acima de tudo, lembre-se de que se leem em conjunto: uma lágrima de 365 g com equilíbrio médio e EVA macia é uma raquete de iniciante; uma lágrima de 375 g com equilíbrio alto e EVA dura já não é.

Esquema dos cinco critérios de uma primeira raquete, cada um numa escala com a zona recomendada a vermelho: formato redondo ou lágrima em vez de diamante, 350 a 365 g em vez de 375 g ou mais, equilíbrio baixo ou médio em vez de alto, EVA macia ou média em vez de dura, estrutura em fibra de vidro ou carbono 12K em vez de carbono 18K
Em cada um dos cinco critérios, a raquete de um iniciante fica do lado tolerante; é a combinação que torna uma raquete tolerante.

Os erros clássicos

Copiar a raquete de um profissional. Os jogadores do circuito usam diamantes rígidos porque têm a velocidade de braço e a técnica para os carregar. Nas mãos de um iniciante, a mesma raquete produz bolas mortas e um antebraço dorido.

Escolher demasiado rígido. O carbono 18K e as espumas duras devolvem a energia que o jogador lhes dá — e as vibrações com ela. Enquanto o batimento não estiver estável, a dor chega antes dos pontos ganhos. Falamos disso no nosso artigo sobre a epicondilite no padel.

Escolher demasiado pesado. Uma raquete de 375 g ou mais “dá potência” no papel. Na prática, o iniciante chega atrasado à bola e compensa encurtando o gesto. Mais um mau hábito a corrigir mais tarde.

Esquecer o overgrip e o protetor. Dois acessórios de poucos euros que mudam a pega e evitam que uma estrutura nova se estrague contra o vidro logo na primeira sessão. Os nossos conselhos estão em cuidar da sua raquete de padel.

Comprar sem nunca ter pegado numa raquete. As primeiras sessões correm perfeitamente bem com uma raquete emprestada pelo clube ou alugada. Duas ou três horas bastam para saber se prefere uma raquete que roda depressa ou uma que estabiliza a mão.

Jogador de padel visto de costas, antebraço em primeiro plano, enquanto uma bola rebenta contra o vidro
Duas ou três horas com uma raquete emprestada bastam para saber se prefere uma raquete que roda depressa ou uma que estabiliza a mão.

Quanto gastar numa primeira raquete

Os preços habituais no mercado dividem-se em três patamares.

  • Entrada, 40 € a 100 €. Fibra de vidro, espuma macia, formato redondo. O suficiente para descobrir o desporto e jogar uma vez por semana. A vida útil é curta e o toque continua vago, mas nada o impede de evoluir com ela.
  • Gama média, 100 € a 200 €. Carbono ou mistura de carbono e fibra de vidro, EVA média, lágrima ou redonda. É o patamar mais sensato para um iniciante que joga com regularidade: a raquete dura duas épocas sem travar a evolução.
  • Gama alta, 200 € a 400 €. Carbono 12K ou 18K, acabamentos cuidados, séries limitadas. Para um iniciante, só se justifica se a raquete continuar tolerante — e desde que não escolha um modelo de competição só por ser o mais caro da prateleira.

O preço não diz nada sobre a tolerância. A 250 € encontra tanto raquetes de controlo muito confortáveis como diamantes rígidos feitos para a competição. O que explica as diferenças de preço — e quando valem a pena — é o tema do nosso artigo sobre o preço das raquetes de padel.

Esquema dos três patamares de preço de uma raquete de padel numa escala de 40 a 400 euros: entrada de 40 a 100 euros para descobrir o desporto, gama média de 100 a 200 euros a vermelho como o patamar mais sensato, gama alta de 200 a 400 euros desde que a raquete continue tolerante, com a Wood W1 a 220 euros e a White S3 a 240 euros
A gama média é o patamar mais sensato para um iniciante regular; acima disso, o preço não diz nada sobre a tolerância.

O que propomos aos iniciantes

A nossa gama é curta e feita em edições limitadas, com um acabamento lixado à mão em cada face. Não cobre o patamar de entrada, e preferimos dizê-lo claramente a vender uma raquete de competição a quem está a descobrir o desporto.

A SCUD Wood W1 é a nossa raquete mais acessível: formato lágrima, 350 g, equilíbrio médio, espuma EVA macia, estrutura em carbono 12K e fibra de vidro. É exatamente o perfil da tabela acima, com o sistema antivibração AVS e um punho em silicone alveolado. A 220 €, destina-se ao iniciante que já sabe que vai jogar com regularidade e quer uma raquete capaz de o acompanhar durante várias épocas.

A SCUD White S3 sobe um degrau na exigência: formato diamante, 365 g, equilíbrio alto, mas carbono 12K tolerante. A 240 €, convém ao iniciante motivado e atlético que evolui depressa e aponta à rede desde os primeiros meses. Pede um pouco mais de velocidade de braço do que a Wood W1; também a recompensa mais.

A Black Impact B3, a nossa raquete em carbono 18K, não é uma raquete de iniciante. A sua resposta seca e o diamante rígido destinam-se a jogadores intermédios sólidos e a competidores. Pode esperar.

Em todas as nossas raquetes o punho tem tamanho padrão; não há tamanho de punho a escolher na encomenda, e um ou dois overgrips bastam para o engrossar. As condições de envio e a devolução em 30 dias estão na página de envio e devoluções.

Quando passar à raquete seguinte

O sinal mais fiável não é o tempo que passou, mas a sensação de que a raquete está a travar o seu jogo. Quando os seus remates ficam regularmente curtos apesar de o gesto estar limpo, quando procura velocidade de cabeça e não a encontra, quando joga três vezes por semana sem dores no braço há vários meses, é altura de olhar para lágrimas mais marcadas ou diamantes tolerantes.

Pelo contrário, se as suas bolas saem compridas, se o cotovelo dói depois de uma sessão ou se ainda falha vóleis simples, mudar de raquete não trará nada. A raquete não é o fator limitante.

Em resumo

  • Uma primeira raquete deve ser tolerante: redonda ou lágrima, 350-365 g, equilíbrio baixo ou médio, EVA macia ou média, fibra de vidro ou carbono 12K.
  • Os erros mais comuns são copiar um profissional, escolher demasiado rígido ou demasiado pesado, e esquecer o overgrip e o protetor.
  • A gama média, de 100 € a 200 €, é o patamar mais sensato para um iniciante regular; a gama alta justifica-se se a raquete continuar tolerante.
  • Na SCUD, a Wood W1 é a raquete do iniciante; a White S3 convém a um iniciante que evolui depressa; a Black Impact B3 pode esperar.
  • Mude de raquete quando ela travar o seu jogo, não quando o calendário o disser.

Perguntas frequentes

Redonda ou lágrima para começar?

Ambas funcionam. A redonda é a mais tolerante; a lágrima ajuda um pouco nas bolas altas e evita ter de mudar de raquete assim que começa a subir à rede. Se sabe que vai jogar com regularidade, a lágrima é a escolha mais duradoura.

O carbono é só para jogadores experientes?

Não. O carbono 12K, sobretudo combinado com fibra de vidro e uma espuma macia, continua tolerante. É o carbono 18K com espuma dura que exige um batimento já estável. O nosso artigo carbono 12K ou 18K explica a diferença.

Devo comprar duas raquetes?

No início, não. Uma raquete bem adaptada, um overgrip de reserva e um protetor bastam. Uma segunda raquete faz sentido quando joga em competição e quer uma reserva idêntica.

Qual é o peso certo para uma mulher ou um jogador com o braço frágil?

O mesmo intervalo, apontando para o limite inferior: 350 a 360 g com equilíbrio baixo ou médio. Temos um artigo sobre as raquetes leves e as ideias feitas à volta delas.

Como sei se uma raquete me serve antes de a comprar?

Jogue com uma raquete do clube ou de um parceiro com um perfil semelhante. Se encomendar connosco, tem 30 dias para a devolver, sem custos, desde que continue em estado de revenda.

Para ir mais longe, descarregue o nosso guia gratuito para escolher uma raquete e depois compare as fichas das nossas raquetes de padel: formato, peso, equilíbrio, espuma e carbono aparecem lado a lado.